quarta-feira, 23 de setembro de 2009

#8 (sessão final)

(...)

"Ao saltar da sua já não tão amiga astronave,
Deparou-se com um mar cinza de prédios e olhos tristes.
Pessoas debatiam-se no chão, batiam-se umas nas outras,
Gritavam coisas em seu dialéto arcaico que feriam-no
mesmo sem saber o que elas significavam.

Era tudo muito baixo, era como se o ar fosse pesado e quente,
de tanta perversão, violência e falta de caráter.
O clima terreno era bem pior do que ele se lembrava.
Era como se nesse pouco tempo, tudo tivesse mudado para pior.

Bem pior.

Partiu à pé em direção do lugar onde Rosie morava.
Era uma daquelas casas com cercas, gramado bonito...
Um ar de vida, naquele verdadeiro tufão de atrocidades.

Ao se aproximar da vizinhança,
percebeu que algumas coisas haviam mudado:
Não havia mais pássaros,
Não havia mais sorrisos,
Não havia mais Rosie,
Não havia mais volta."

(...)


Fez-se no Coração do Astronauta,
a maior decepção que já sentiu na vida.
Onde estaria a sua amada Rosie? Teria ele, pecado em voltar atrás?
Talvez as respostas se revelem bem antes da próxima quarta-feira ...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

#7

(...)

"E então Astronauta viajou.
Foi por não se sabe onde para procurar não se sabe quem.
Digo mais, para procurar não se sabe o quê.

Não sabia se ela ainda o esperava,
Apenas esperava que isso acontecesse pois, afinal de contas,
Estava arriscando tudo e ele mesmo por esse amor.

Enfrentou estrelas bárbaras,
que não são tão bárbaras assim quando se está de perto;
Enfrentou bruxas e nebulosas,
buracos negros e luzes no infinito já não tão distante...

Avistou então, um grande satélite prateado.
De longe, parecia derreter os olhos do Astronauta,
com o seu brilho e calor incomuns.

Mas mesmo assim, não o amedrontava,
Pois a escada para o paraíso, estava na sua frente."

(...)



E mostraram-se então abertas, as portas da percepção.
Abertas e próximas das escadarias sem fim que levam ao paraíso.

Pelo menos, até a próxima quarta-feira,
que prometeu não demorar tanto.