quarta-feira, 2 de setembro de 2009

#7

(...)

"E então Astronauta viajou.
Foi por não se sabe onde para procurar não se sabe quem.
Digo mais, para procurar não se sabe o quê.

Não sabia se ela ainda o esperava,
Apenas esperava que isso acontecesse pois, afinal de contas,
Estava arriscando tudo e ele mesmo por esse amor.

Enfrentou estrelas bárbaras,
que não são tão bárbaras assim quando se está de perto;
Enfrentou bruxas e nebulosas,
buracos negros e luzes no infinito já não tão distante...

Avistou então, um grande satélite prateado.
De longe, parecia derreter os olhos do Astronauta,
com o seu brilho e calor incomuns.

Mas mesmo assim, não o amedrontava,
Pois a escada para o paraíso, estava na sua frente."

(...)



E mostraram-se então abertas, as portas da percepção.
Abertas e próximas das escadarias sem fim que levam ao paraíso.

Pelo menos, até a próxima quarta-feira,
que prometeu não demorar tanto.

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