#9 (sessão final: parte 2)
(...)
"Ajoelhou-se. Pediu ajuda a alguma entidade
desconhecida até para ele mesmo e pôs-se a chorar.
Seu corpo parecia não obedecer comando algum.
Seus olhos vibravam junto à seus lábios,
que de tanto pranto, estavam escarlates.
Era como se Nada fizesse mais sentido.
O Astronauta não sabia distinguir se aquilo era
fúria ou frustração. Não sabia onde estava a sua amada,
não sabia com quem estaria a sua amada.
Não sabia nem se ela ainda o amava, se ela já o amara...
Uma tempestade de pensamentos mórbidos e doentios
percorreu a cabeça do Astronauta, fazendo gritar de dor,
gritar loucamente frases desconexas,
tentando externalizar toda a sua tristeza.
Pessoas com expressões medonhas encaravam-no
e ele nem sabia o porquê. Aproximavam e afastavam-se
em um tipo de ciclo esquisito, era como se tivessem medo
de chegar perto demais.
Levantou, correu sem direção.
Tantas foram as esquinas dobradas;
Tantas foram as ruas cruzadas;
Tantas foram as pessoas desalmadas;
E tantos foram os planetas..."
(...)
Fez-se então o desespero, Fez-se então o anoitecer.
(...)
"Ajoelhou-se. Pediu ajuda a alguma entidade
desconhecida até para ele mesmo e pôs-se a chorar.
Seu corpo parecia não obedecer comando algum.
Seus olhos vibravam junto à seus lábios,
que de tanto pranto, estavam escarlates.
Era como se Nada fizesse mais sentido.
O Astronauta não sabia distinguir se aquilo era
fúria ou frustração. Não sabia onde estava a sua amada,
não sabia com quem estaria a sua amada.
Não sabia nem se ela ainda o amava, se ela já o amara...
Uma tempestade de pensamentos mórbidos e doentios
percorreu a cabeça do Astronauta, fazendo gritar de dor,
gritar loucamente frases desconexas,
tentando externalizar toda a sua tristeza.
Pessoas com expressões medonhas encaravam-no
e ele nem sabia o porquê. Aproximavam e afastavam-se
em um tipo de ciclo esquisito, era como se tivessem medo
de chegar perto demais.
Levantou, correu sem direção.
Tantas foram as esquinas dobradas;
Tantas foram as ruas cruzadas;
Tantas foram as pessoas desalmadas;
E tantos foram os planetas..."
(...)
Fez-se então o desespero, Fez-se então o anoitecer.
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